Você sabe o que é o Novo Ensino Médio?

A proposta do Novo Ensino Médio é de alterar a estrutura atual propondo uma nova organização curricular com mais possibilidades para os jovens garantindo uma formação mais completa e de acordo com a nova realidade. Os jovens, ao se formar, terão um Certificado do Ensino Médio e mais um certificado de um Curso Técnico e Profissionalizante.

O novo currículo prevê que em 60% do tempo, os alunos se dedicarão às quatro áreas de conhecimento básico: Matemática e suas Tecnologias, Linguagens e suas Tecnologias, Ciências da Natureza e suas Tecnologias e Ciências Humanas e Sociais. Os outros 40% de tempo restante serão dedicados à Formação Técnica e Profissional. A Base Nacional Comum Curricular (BNCC) planeja oferecer uma elevação na qualidade do ensino no país, respeitando a referência obrigatória de conhecimentos e somando a isto os itinerários fomativos que trarão uma nova experiência para os estudantes.

A proposta inicial dos itinerários é oferecer disciplinas, projetos, oficinas entre outras opções voltadas às situações do mercado de trabalho. Assim, os estudantes poderão escolher e aprofundar seus estudos de acordo com a área que mais se identificam e ao final do Ensino Médio estarão habilitados com uma formação técnica e profissional.

Com essa proposta, a carga horária que antes era de 4h passa agora para 5h. No total, serão 1800 horas dedicadas às áreas de conhecimento e 1200 horas reservadas à nova formação técnica.

Já em 2022, a mudança será aplicada para os alunos do 1ºano de forma gradual e a expectativa é que até 2024 todas as turmas do país já estejam seguindo o novo formato.

O Novo Ensino Médio sugere uma reforma na Matriz de Referência Curricular, proporcionando maior integração e flexibilidade, contribuindo assim para a carreira dos alunos e os direcionando para o mercado de trabalho. Só no Estado de São Paulo serão cerca de 900mil alunos da rede estadual já farão parte da reforma. Há algumas divergências ainda para especialistas que de um lado acreditam que o curso técnico será de baixa qualidade dificultando posicionamento no mercado de trabalho e acesso às universidades, aumentando ainda mais a desigualdade social. Já por outro lado, especialistas acreditam que, se aplicado um ensino de forma adequada, poderá ajudar os estudantes a se descobrirem profissionalmente e engajarem em busca de mehores colocações no mercado.

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